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Tour de France 2017 - Os nossos prognósticos Tour de France 2017


Volta à França 2017: vamos ao Tour!

Como todos os anos, o Tour de France vai dar-nos a descobrir os mais belos recantos do hexágono, desde dos belos maciços montanhosos às planícies que só a França consegue exibir, o Tour edição 2017 promete uma vez mais bons momentos desportivos, acompanhados por descobertas ricas do património francês.

A 104a edição da Volta à França tem lugar de Sábado 1 de Julho a Domingo 23 de Julho, e chega com uma surpresa. Os ciclistas montarão as suas bicicletas – para esta corrida de 21 etapas com 3540 quilómetros – desde a Alemanha, e mais precisamente, a partir da cidade de Düsseldorf.

A famosa “Grande Boucle” irá juntar uma vez mais, vários corredores com qualidades e objetivos bem distintos, e estas três semanas de corrida levantam muitas interrogações, seja a nível da estratégia das equipas, ou no que à forma dos ciclistas diz respeito.

Apresentação geral:

A 104a edição da Volta à França adivinha-se dantesca! E explicamos porquê! Antes de tudo, pela 4a vez desde a criação do Tour de France, os ciclistas partirão de um país vizinho: a Alemanha. Dusseldörf será então o ponto de partida da primeira prova do Tour: um contrarrelógio de 14 quilómetros, ao cabo da qual será atribuída a primeira camisa amarela da viagem.

A volta à França, é também a visita de pequenos cantos de paraíso gauleses, repartidos nos 34 departamentos eleitos para a corrida, mas é igualmente uma abertura das fronteiras. Não serão menos que três países limítrofes atravessados: a Alemanha, a Bélgica e o Luxemburgo. Outra novidade a ser sublinhada e não a menos importante, pela primeira vez desde 1992, os organizadores do Tour de France decidiram que os cinco principais maciços montanhosos fariam parte do quadro da corrida. Os competidores terão que superar as inclinações dos Vosges, do Jura, dos Pirenéus, do Maciço Central e acabarão nos Alpes.

Os ciclistas irão percorrer 3540 quilómetros, divididos equitativamente em 21 etapas, entre as quais 9 são de planícies, 5 são acidentadas, 5 são montanhosas com 3 chegadas em altitude, 2 etapas de contrarrelógio individual, para 2 dias de descanso. Um programa bem completo que se alastra em 3 semanas, não sendo necessário afirmar que as pantorrilhas vão aquecer! Em seguida, o sistema de bonificação, que regressou em 2015 depois de sete anos de ausência, vai ser mantido. Serão de 10, 6 e 4 segundos e ficarão atribuídas às chegadas das etapas em linha, aos três primeiros corredores. As etapas contrarrelógio individual e de equipa não poderão assim beneficiar deste sistema.

Finalmente, em relação à classificação e aos pontos, é do mais clássico! A tradicional camisola amarela distingue o líder da classificação geral do tempo. Vem depois a camisola verde, envergada pelo líder da classificação dos pontos. Esses pontos serão remetidos em jogo na ocasião de um sprint intermediário único, nas etapas em linha, mas igualmente à chegada de cada uma das etapas. Para acabar, o líder da classificação do melhor trepador poderá vestir a famosa camiseta branca de bolinhas vermelhas. Os pontos serão distribuídos depois da passagem do cume de cada desfiladeiro ou costa, e nas três chegadas em altitude.

O traçado do Tour de France 2017

Esta Volta à França edição 2017 adivinha-se espetacular, reservando o seu lote de surpresas. Já não acontecia desde 1987, mas os organizadores do Tour assim decidiram: a grande volta irá começar com uma corrida contrarrelógio individual de 14km, à beira Rhein. Em seguida, um percurso de 203,5 km espera os competidores que tomarão balanço em Düsseldorf, para acabar o dia em Lieja, antes de voltar às estradas no dia seguinte, a partir do Luxemburgo.

Pela primeira vez em 25 anos, a Volta à França passará por todos os maciços franceses e terá principalmente lugar a leste do país. O traçado promete belas ascensões de cumes que provavelmente deixarão dores musculares, inclusivamente aos melhores trepadores. Os ciclistas começarão com uma visita aos Vosges, antes de passar pela mítica Planche des Belles-Filles que reserva belas rampas de 8,5% à 20%. É desnecessário dizer o quão este cimo vai ser áspero, logo na 5a etapa da “Grande Boucle”. Os ciclistas também passarão tempo no Jura e percorrerão nomeadamente, Les Rousses em Franche-Comté.

Depois de uma pausa em Chambéry, os competidores prosseguirão a visita ao país, mas desta vez, com o cheirinho agradável do sudoeste, numa etapa no departamento da Dordogne que os ciclistas poderão visitar em profundidade, passando pelas lindas cidades de Périgueux, Bergerac ou ainda Eymet.

Os Pirenéus não serão esquecidos com uma das etapas mais difíceis do percurso, na véspera da festa nacional francesa, que liga Pau a Peyragudes, de 214,5 km e com inclinações de 20% que os ciclistas terão que aguentar. O pelotão terá por isso a oportunidade de descobrir o lugar da produção da trilha de James Bond “O amanhã nunca morre”. Fica a indicação para os cinéfilas! O Tour passa depois pelo Mociço Central, um dos maciços franceses com mais “presenças” desde a criação da da Volta à França. Puy-En-Velay e Romans sur Isère serão atravessadas, e os ciclistas ganharão logo depois os Alpes, com chegadas em Serre-Chevalier o no desfiladeiro de l’Izoard.

A “Grande Boucle” acaba com um contrarrelógio individual em Marselha concluído no recinto do clube da cidade, o estádio Velodrome, na véspera da chegada a Paris no 23 de Julho. Várias etapas da volta à França farão eco à candidatura da França para as Olimpíadas de 2024, nomeadamente com esta etapa em Marselha, que integra o projeto olímpico. O pelotão passará igualmente pelo corredor do Grand Palais, que deverá acolher algumas provas em 2024.

Os favoritos do Tour de France

Christopher Froome

O detentor do título com um cronómetro de 89h 04m 48 segundos e vencedor do Tour em 2013 e 2015, terá que lidar naturalmente com a pressão. Se o Inglês da equipa Sky é sem dúvida um dos melhores trepadores do circuito, as suas prestações serão observadas à lupa, visto que a sua temporada 2017 comportou, até agora, alguns obstáculos. Ainda nada está claro em relação a Froome, e se bem que tenha conhecido o seu primeiro top 10 da temporada durante o Dauphiné, ainda está longe do seu melhor, como por exemplo em 2015 e 2016, anos em que o Britânico contava desportivamente com 12 e 13 vitórias. Não obstante, Christopher Froome mantem-se como um competidor letal, sendo ainda o principal pretendente à sua própria sucessão, graças às suas qualidades e à sua equipa, que certamente saberá criar-lhe ótimas condições para vencer novamente a volta à França. Uma vitória de Froome neste Tour está proposto a 2.05 em Bet.

Richie Porte

O antigo parceiro de Christopher Froome e o doravante corredor da equipa BMC, faz igualmente figura de favorito nesta competição. O Australiano, passista e escalador possui várias qualidades e faz parte dos ciclistas mais completos desta corrida. Richie Porte está numa forma incrível e vai em 6 vitórias esta temporada, entre as quais, uma no Tour Down Under completada em 19h 55m 49 segundos. Com a sua belíssima performance no Criterium do Dauphiné – corrida em que envergou a camisa amarela em 4 ocasiões e em que reservou o segundo lugar da classificação geral – Richie Porte coloca-se como um dos favoritos deste Tour de France edição 2017. O próprio Christopher Froome admitiu isso... Talvez uma maneira de aliviar a pressão? A odd do Australiano é oferecida a 2.35 em Bet em caso de vitória.

Nairo Quintana

Com 6 vitórias no contador esta temporada, Nairo Quintana aborda este Tour de France na pele de um dos favoritos. Muito tempo na sombra de Christopher Froome durante as edições anteriores, Quintana fez da volta à França 2017 uma prioridade esta época. O Colombiano da equipa Movistar que terminou o Giro no 2° lugar, decidiu não voltar a correr desde então, aguardando pela Volta à França. Cerca de um mês de preparação no Mónaco para o líder da equipa Movistar, que irá sem dúvida protagonizar uma luta dantesca para alcançar o precioso troféu. O Colombiano anda cotado em 6.30 em Bet.

Os outsiders da Volta à França

São vários os corredores que podem pretender ao coroamento dia 23 de Julho em Paris. Pensamos de imediato em Jakob Fuglsang ( 11.50). Se o Danês beneficiou de um erro estratégico por parte do conjunto BMC e do seu líder Richie Porte para tomar o comando do Dauphiné, tampouco desmereceu pois o corredor da Astana impressionou durante a corrida com um cronómetro de 29h 05 minutos 54 segundos. Com uma temporada completa (já concretizou 3 top 10 neste exercício), e com o seu lisonjeador primeiro posto no Criterium do Dauphiné e a sua experiência (7° do Tour de France em 2013), não resta dúvidas de que, aquele que se diz colíder da formação-o Astana com Fábio Aru, terá uma palavra a dizer, avaliando o seu atual estado de forma, simplesmente impressionante.

Faio Aru ( 14.50) justamente! O Italiano que se lesionou em Abril pouco antes de poder concorrer para o Giro de 2017, no qual era claramente favorito, regressa aos poucos ao seu melhor nível. O vencedor da Volta à Espanha 2015, assinou uma soberba prestação no Dauphiné ao tomar o 5° lugar, e poderá aproveitar a boa forma do seu parceiro para confirmar. Não andará muito longe do seu pico de forma no mês de Julho, o que deixa em aberto uma possível proeza do Transalpino de 26 anos, que todavia, ainda não conseguiu confirmar as esperanças depositadas nele em 2015. A sua melhor temporada até ao momento, quando havia registado 3 vitórias.

Atrás, Alejandro Valverde ( odd de 13.00) concederá o estatuto de líder da equipa Movistar a Nairo Quintana. Apesar das suas capacidades de escalador, o Espanhol não poderá assumir esse papel sozinho, e este regresso aparece como salvífico para Valverde que não foi muito ajudado pelos seus companheiros durante o Dauphiné, terminando numa modesta 9a posição. Esta temporada, o Espanhol conta com 12 vitórias, fazendo melhor do que em 2015. Uma temporada em que conseguiu alinhar 10 vitórias. Teremos que prestar alguma atenção a Valverde, um ciclista discreto, mas que pode verdadeiramente criar a surpresa graças a uma panóplia muito completa, com as suas qualidades de trepador e de puncher.

Por fim, há que ficar atento às performances de Alberto Contador ( 11.50), vencedor do Volta à França em 2007 e 2009. O experiente ciclista de 34 anos, mais retraído nos últimos anos, irá certamente expressar a sua ciência da corrida e o seu lado estratega, para tentar agarrar um lugar no pódio. Ou mais?

E os anfitriões nisto tudo? Romain Bardet ( proposto a 20.00)é claramente visto como um dos únicos ciclistas franceses capazes de conseguir um lugar no top 5. Sempre muito regular nas suas performances, o corredor da AG2R ainda não conseguiu no entanto, qualquer vitória esta temporada, demonstrando ainda lacunas no contrarrelógio. Contudo, o gaulês possui qualidades inegáveis nas ascensões e pode ser uma carta a jogar.

Génio é aquele que conseguir adivinhar o vencedor do Tour de France edição 2017, visto que a diferença de nível se reduz e tende a ficar homogénea entre os competidores. Se Froome e Porte fazem figura de grandes favoritos, há que levar em consideração a forma do momento, mas igualmente o circuito que oferece nitidamente, menos ascensões que na anterior edição (5 contra 9).

Os números a considerar

  • 3: é o número de chegadas em altitude na LaPlanche des Belles-Filles, em Peyragudes e no famoso desfiladeiro d’Izoard
  • 1992: é a última ano em que os cincoprincipais maciços montanhoso (Jura, Vosges, Alpes, Pirenéus, Maciço Central)formaram parte do circuito.
  • 34: é o número de departamentos que serãoatravessados pela Grande Boucle edição 2017.
  • 183,2 quilómetros: é o número médio de quilómetrosdas etapas deste Tour de France. Sublinhe-se que são menos 2 quilómetros que noano transato.
  • 222 quilómetros: trata-se da etapa maiscomprida da Volta à França, a 19a da edição mais precisamente, queliga Embrun a Salon-de-Provence.
  • 3540 quilómetros: é a distância total do 104°Tour de France.